Indígenas voltam a ocupar sítio Belo Monte, em Vitória do Xingu, PA

FONTE: G1 Pará

27/05/2013 08h51

(English version at the bottom)

Índios reivindicam consulta prévia dos impactos da Usina de Belo Monte.
Grupo diz que só desocupa terras após negociação com o Governo Federal.

Cerca de 150 indígenas de várias etnias voltaram a ocupar, na madrugada desta segunda-feira (27), o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, na região sudoeste do Pará. Eles ocuparam o sítio Belo Monte no último dia 2 de maio e permaneceram no local durante 8 dias. O grupo reivindica a consulta prévia dos impactos ambientais que serão provocados pela construção do empreendimento.

Os indígenas afirmaram que, desta vez, nenhuma liminar ou decisão da Justiça irá retirá-los do sítio Belo Monte. Os manifestantes dizem que irão resistir e que, na última ocupação, decidiram sair pacificamente porque o Governo Federal garantiu que haveria uma negociação, que segundo eles, não aconteceu.

O grupo exige uma mesa de negociação direta com o Governo Federal, por meio de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Os indígenas reclamaram da ausência do representante federal, com quem reivindicavam a negociação na ocupação do início do mês de maio.

De acordo com informações da coordenação do Movimento Xingu Vivo, o grupo é formado por indígenas da região de Volta Grande, local onde ficam as aldeias às margens do rio Xingu. A área possui mais de 100 quilômetros de rio, que secariam caso a obra venha a ser concluída.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Norte Energia, responsável pelo empreendimento, ainda vai apurar os fatos para se pronunciar sobre a ocupação.

Entenda o caso
Cerca de 150 indígenas de diversas etnias invadiram na manhã do dia 2 de maio o sítio Belo Monte, em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará. Eles voltaram a ocupar o canteiro de obras para reivindicar a presença do Governo Federal nas negociações. Os índios criticam a presença de tropas federais na região, que estariam dando suporte de segurança para estudos de impacto ambiental voltando para projetos de desenvolvimento sem que as tribos fossem consultadas.

— English Version ————-

Indians return to occupy Belo Monte site in Vitória do Xingu, PA

Indians claim prior consultation of the Belo Monte plant impacts. The group says that only vacate land after negotiating with the Federal Government.

About 150 Indians from various ethnicities came back to occupy, in the early hours of Monday (27), the main construction of the Belo Monte hydroelectric power plant, in Vitória do Xingu, in the southwestern region of Pará. They occupied the Belo Monte dam site on the last day of May 2 and remained in place for 8 days. The group claims the prior consultation of the environmental impacts that will be caused by the construction of the project.

Indigenous peoples stated that, this time, no injunction or Court decision will pull them out of the Belo Monte dam site. The protesters say they will resist and that, in the last occupation, decided to leave peacefully because the Federal Government ensured that there would be a negotiation, that they did not happen.

The group requires a direct negotiation with the Federal Government, through Gilberto Carvalho, Chief Minister of the General Secretariat of the Presidency of the Republic. The Indians complained about the absence of federal representative, who claimed the negotiation in the occupation of the beginning of the month of May.

According to information of the Xingu Vivo movement coordination, the group is formed by indigenous back Great, where are the villages on the banks of the Xingu River. The area has over 100 miles of river, which secariam if the work will be completed.

Through its press office, North energy, responsible for the project, it will still investigate the facts to decide about the occupation.

Understand the case About 150 different indigenous ethnic groups invaded on the morning of 2 may the Belo Monte dam site, in Vitória do Xingu, southwest of Pará. They returned to occupy the construction site to claim the presence of the Federal Government in the negotiations. The Indians criticize the presence of federal troops in the region, who would be providing security support for environmental impact studies going back to development projects without the tribes to be consulted.

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