Todo apoio à justa ocupação de Belo Monte pelos povos indígenas

A Liga Operária manifesta integral apoio aos povos Munduruku, Xipaya, Kayapó, Arara e Tupinambá que ocupam novamente a obra da usina de Belo Monte. Manifestamos nossa solidariedade a todos os povos indígenas das regiões dos Rios Xingu, Teles Pires, Tapajós, Madeira e de outras áreas que estão sendo cruelmente afetados pela destruição de suas terras, de suas águas, de suas florestas.

Repudiamos essas obras arbitrárias que são palco de destruição social, ambiental, que são cativeiro de operários e palco de opressão, humilhações, de todo tipo de descumprimento da legislação trabalhista, mutilações e mortes por acidentes de trabalho e por violência policial. Onde levas e levas de trabalhadores, aliciados em regiões pobres e distantes, são despejados para, sob a repressão das empreiteiras e do governo, construir obras desnecessárias para o povo brasileiro e para os povos originários; obras que só servem aos interesses dos grandes grupos econômicos e empreiteiras que as planejam para propiciar condições para perpetrar mais roubos das riquezas do país (na região há grandes jazidas de ouro, diamantes, outros minerais raros, etc.).

Repudiamos esse governo à serviço do imperialismo, da grande burguesia e latifúndio que segue implementando a política de massacre contra os povos indígenas e os trabalhadores. Repudiamos a política do governo de não atender as justas reivindicações dos povos indígenas, de não negociar e enviar a polícia federal, força nacional, abin, e outros aparatos repressivos contra os legítimos donos da terra da região e para reprimir as justas greves dos operários. Repudiamos o corte do fornecimento de água e energia elétrica nas instalações onde os indígenas estão alojados e as provocações da Força Nacional e outras tropas repressivas do governo.

Conclamamos aos operários dos canteiros de obras de Belo Monte, que tantas lutas e paralisações tem feito contra as péssimas condições salariais e de trabalho, a se solidarizar com os nossos irmãos Munduruku, Xipaya, Kayapó, Arara e Tupinambá, e se somarem na exigência do cumprimento de suas reivindicações, da paralisação total de Belo Monte e da execução de obras que realmente atendam aos interesses dos povos do Brasil.

Exigimos o fim da repressão e a punição do delegado Antônio Carlos Moriel Sanches e outros policiais federais culpados pelo covarde assassinato do índio Adenilson Munduruku, na aldeia Teles Pires.Exigimos que ao contrário de reprimir e assassinar para impor a construção de hidrelétricas, o governo assegure os direitos dos povos indígenas à educação e saúde, entre outras necessidades.

Exigimos que a presidente Dilma Rousseff converse com os povos indígenas e que pare imediamente a obra desnecessária da usina de Belo Monte e das usinas dos rios Teles Pires e Tapajós. A destruição ambiental e social gerada pelas obras das usinas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) são exemplos do grau de destruição provocado por esses empreendimentos mal planejados e de como são danosos e desnecessários. Os bilionários recursos que estão sendo gastos em Belo Monte e demais obras do PAC tem que ser aplicados é nas áreas prioritárias de saúde, educação, moradia, transporte e infraestrutura para o povo e não para atender os interesses de grandes grupos econômicos.

São Paulo, 28 de maio de 2013.

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